sábado, 13 de setembro de 2014
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
sábado, 23 de agosto de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
Um escrito sobre Mayombe
Tenho notícias de um amigo que está largado pelas bandas africanas e fico saudosa da literatura angolana. Reviro minha estante e acho dentro do livro Mayombe, autografado pelo Pepetela, uma resenhazinha escrita em 97. Eu gostava de ler e escrever nas últimas folhas alguma coisa parecida com uma resenha. Eis que temos nos meus escritos:
O romance Mayombe trata do cotidiano de uma base guerrilheira durante as lutas de libertação de Angola. Mayombe reconta a história de Angola a partir da visão libertadora do MPLA, levando em conta o papel do intelectual como expressão e transformador da própria cultura.
Cada personagem tem origem étnica diferente, mas o projeto de vencer o colonialismo torna-se comum. Trata-se de um romance polifônico em que as referências do passado e as projeções do futuro remetem à construção da História. Dessa forma, percebe-se a História não como pano de fundo do romance, mas como elemento que o compõe. Cada personagem é sujeito desse processo histórico, salvaguardando as individualidades, o projeto une mas não iguala as personagens. Assim, as diferenças étnicas são respeitadas.
A obra de Pepetela aprofunda a técnica do multifoco narrativo, rompendo com a imobilidade de um único ponto de vista. Uma indicação de que a verdade não pode ser vista como absoluta. A verdade surge da integração desses pontos que encontram ou se afastam ao mesmo tempo.
O romance aponta para o fato de que Literatura e História se aproximam constituindo uma unidade importante para a compreensão de uma identidade que se constrói durante a luta pela independência angolana.
Agora é hora de reler Mayombe!
sábado, 9 de agosto de 2014
Viva tu, Viva a Ilha do Tatu
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| Ilha do Tatu- Sepetiba |
Saudade da minha casa de Sepetiba. Da alegria de reunir os amigos, da
proteção dos pais. Saudade do meu quarto, lá eu lia muito mais. Via a piscina,
o cachorro, o verde...passava horas imaginando o meu futuro...fazer a
faculdade, como diziam. Sonhava trabalhar, pagar as contas e conquistar a tal
independência financeira. Olho para os lados e vejo que o preço não foi o combinado.
As prestações subiram bem mais do que eu esperava. Os juros me roubam o tempo
livre, procuro aqui uma foto da casa, mas me perco nas lembranças. Não existe
atestado médico para o dia das lembranças.
sábado, 26 de julho de 2014
Um sorriso de festa
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| Rodrigo Souza e a alegria de sempre |
E a vida nos dá e nos tira como um vento. Quando fui convidada para dar
aula no curso de comunicação social em 2011, comemorei. Vi a possibilidade de
dividir com a garotada todas as informações de bastidores que eu tinha sobre a
escrita em jornal e TV. Vi também um garoto jovem, na primeira carteira
anotando tudo o que eu falava. Com o tempo ficamos mais próximos. Ele esperara
a aula acabar e me ajudava com o equipamento, comprava minha água, carregava meu material, mas não me
poupava de pedir para que o ensinasse algo mais. Um dia fomos almoçar juntos e
eu passei mal. Ele não se desesperou, pediu uma água, me acalmou e fez
gracinhas para eu reagir. Eu estava saindo de uma estafa, o organismo pedia um
tempo. “Se a gente não para, o corpo para a gente”, me dizia ele.
Quando o Rodrigo foi chamado para trabalhar na TV, comemorei. Sai
correndo de Copacabana e fui encontrá-lo em um shopping em Botafogo. Era
véspera da entrevista dele para a TV e eu querendo ensinar tudo sobre voz,
postura. Ele entrou para a NGT e não demorou muito ganhou um programa semanal
de uma hora. Comemoramos!
Virávamos noites escrevendo pauta, selecionando temas, curiosos. Comoramos
tudo e sempre. Nos falávamos todos os dias para que eu desse conta de aprender
sobre o face, whatsapp, e toda essa parafernalha tecnológica. Ano passado, ele
foi comigo a uma loja escolher meu celular. Dizia que o meu era cafona demais
para uma professora da comunicação. Assim, passamos a comemorar diariamente a
vida e a rir dela.
Quando ele foi para o hospital ontem, fiquei ressabiada. Sabia que era
grave, mas ele me deu a pista falsa. Acreditei, desde o início do ano que ele
era hemofílico. Mas não, ele me poupou do diagnóstico de uma leucemia, porque
sabia de uma grande perda na minha vida para o câncer. Foi um menino gentil e
alegre do primeiro ao último dia de vida. Comemoro a nossa amizade e os dias
que passamos juntos, as conquistas e trapalhadas nossas pelos corredores da
universidade. Fica bem, meu negão e eu cuido de seguir aqui na festa da vida.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Uma vila, uma varanda e um violão
A vila é a Vila da Penha, em todo caso é uma vila, uma varanda, um violão... para saber mais do Luiz Carlos da Vila e o motivo do post de hoje, clink no link http://youpode.com.br/blog/blogdomoa/2011/07/16/amanhecer/
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