sexta-feira, 6 de junho de 2014

É o meu Direito

Direito-2014
Escolhi ser uma escafandrista das palavras desde cedo. Gosto das análises possíveis. Só que algumas vezes bate uma vontade de apenas nadar, porque os mergulhos não são suficientes. Nadar e boiar tranquilamente, com a sensação de leveza solta. Ter emoção.
                Não tenho o talento da escrita, fico nos bastidores cotidianamente. Mas entrei no táxi emocionada, com vontade de agradecer publicamente o carinho que tenho recebido dos alunos do Curso de Direito/UVA. Voltei para casa em silêncio, pensando nos privilégios que a vida tem me uma dado. Uma saúde muito melhor aos 40 do que aos 30, uma ansiedade menor e nenhuma vontade de ser mais do que tenho sido.
Não é nada simples delegar a uma pessoa a tarefa de ensinar, principalmente quando sabemos que as informações estão aqui na rede. Todas. O talento de ensinar agora é de outra ordem. Não ensino regras. Apresento algumas e eles me apresentam a dureza que é trabalhar e estudar durante um curso de graduação. Ensino a ler as questões que já caíram em concurso e eles me ensinam a rir de mim mesma, quando me enrolo com as questões. Entrego lista com exercícios e eles me dão balas. Mudo a aula. Apresentam um powerpoint e eles lembram histórias engraçadas de vida. As histórias ganham força na discussão do grupo do face, ganhamos também confiança. E a aula segue do jeito que tem que seguir. Uns 12 encontros semanais e já sei quem está com dor de cabeça, vesícula, quem separou, quem é pai, mãe...eles já sabem dos encontros e desencontros da minha vida. É assim na quinta-feira com os que estão entrando no Curso, uma euforia só. É assim na sexta de manhã com cara de sono. É assim na sexta à noite com um escorando o outro, na certeza de que não iremos cair.
Volto pra casa com as minhas flores e meu cartão. A casa está vazia. Os papeis espalhados e fico a pensar nisso tudo. Somos todos privilegiados com esses encontros. Que outra profissão me daria tudo isso?
Agradeço a todos por cada encontro e abro um vinho para degustar as emoções. Eis aqui uma pessoa se entregando.
Parte inferior do formulário


terça-feira, 15 de abril de 2014

Os desafios das TICs na educação - Maceió



Cá estou pelas bandas de Maceió para participar do I Congresso Internacional de Professores de línguas. A discussão de abertura ─ As políticas públicas de inclusão das TICs ─ abordou inicialmente as políticas propostas pelo MEC desde 1980,  incluindo a participação das Universidades no processo de inclusão das TICs, bem como a participação de das Secretarias Estaduais e Municipais da Educação. É evidente que há muitas dificuldades nesse processo, como a manutenção dos equipamentos, a falta de profissionais para apoio, tempo de formação de professores para integrar as aulas para o ensino a distância e o eterno descompasso entre as políticas.
Não é muito diferente o cenário dessas políticas públicas fora do Brasil. Segundo um palestrante espanhol, é possível explicar tudo isso a partir das próprias palavras: política e pública. Na briga, vence a política! E com isso estamos sempre nos desafios.

Para quem está na casa dos 40 como eu, as TICs são vistas como ferramentas, mas para uma geração mais jovem, as TICs são reais, é uma extensão do corpo. As novas gerações estão conectadas o tempo todo, por isso não podemos negar que as redes sociais, por exemplo, podem servir de espaços de aprendizagem. Não podemos negar que o professor precisa se atualizar constantemente, entendendo que conhecimento não é armazenamento de dados. A tecnologia está aí, mudamos. E não vale ficar mudo diante disso. Tanto não vale, que resolvi voltar a pendurar as ideias no varal. Fiquei calada tempo demais.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Divulgando

Cespuc

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), por meio do Programa de Pós-graduação em Letras e do Centro de Estudos Luso-afro-brasileiros (CESPUC), realizará, nos dias 28, 29 e 30 de maio de 2014, o II Simpósio de Língua Portuguesa e Literatura: interseções.

O II SIMPÓSIO, com o tema Universidade e Educação Básica: ações e omissões, pretende constituir um fórum de discussão sobre a (in)comunicabilidade entre a Universidade e a Educação Básica, problematizando-a pela via da formação do professor de língua materna. Sob esse enfoque, intenta-se refletir sobre as conexões (ou não) entre os saberes gerados na Universidade e os demandados pela Educação Básica, trazendo para o debate o que, como e para que se ensina e se pesquisa nos cursos de graduação e pós-graduação em Letras, tendo em vista a Educação Básica.

Todas as atividades do evento acontecerão no campus Coração Eucarístico, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC MINAS.

O público alvo do evento é a comunidade acadêmica de Letras e Linguística, atuante em instituições de ensino superior do Brasil; professores da Educação Básica das redes pública e particular de ensino; estudantes de pós-graduação e graduação e outros profissionais interessados.