quinta-feira, 20 de junho de 2013

Progresso é ordem

Foto: Yannie Duarte - Junho/13 - Maracanã

Mundo paralelo
que liga e desliga.
Histórias que desligam na tomada
e outras que o  estabilizador
não deixa.
Cuidado.
Pra quê?
O choque é bom
na alma, na pele, na vida.
(Cristina Varandas)

domingo, 16 de junho de 2013

Circuito Fechado

Exposição Parque Lage- Junho/13
Ricardo Ramos

  Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, telefone, agenda, copo com lápis, caneta, blocos de notas, espátula, pastas, caixa de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo. xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.

sábado, 11 de maio de 2013

IV Simpósio sobre o Livro Didático de Língua Materna e Língua Estrangeira (IV SILID)



Convite


Temos o prazer de convidá-lo a participar do IV Simpósio sobre o Livro Didático de Língua Materna e Língua Estrangeira (IV SILID) e do III Simpósio sobre Materiais e Recursos Didáticos (III SIMAR), um evento duplo a ser realizado na PUC-Rio nos dias 30 e 31 de julho e 01 de agosto de 2013.

Os Simpósios representam uma iniciativa interdepartamental, entre o 
Departamento de Letras e o Departamento de Artes e Design, e busca dar 
continuidade ao diálogo sobre a produção e uso do livro didático e sobre a função e uso de materiais didáticos diferentes do livro, tanto na educação presencial quanto a distância.

Nosso objetivo é aproximar a produção acadêmica, as práticas escolares e o mercado, estreitando relações entre a Universidade, o mercado editorial e as diferentes redes de ensino, e, ao mesmo tempo, estimulando as trocas entre os pesquisadores, os agentes envolvidos nos processos de ensino-aprendizagem, elaboração, produção, e divulgação de livros, materiais e recursos didáticos


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terça-feira, 23 de abril de 2013

Once upon a time

Foto: Cristina Varandas

Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
— Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis. In: Prosa Seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003)