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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Noel...Cor de cinza

arquivo pessoal / 2013
Com seu aparecimento
Todo o céu ficou cinzento
E São Pedro zangado
Depois, um carro de praça
Partiu e fez fumaça
Com destino ignorado
Não durou muito a chuva
E eu achei uma luva
Depois que ela desceu
A luva é um documento
Com que provo o esquecimento
Daquela que me esqueceu

Ao ver um carro cinzento
Com a cruz do sofrimento
Bem vermelha na porta
Fugi impressionado
Sem ter perguntado
Se ela estava viva ou morta

A poeira cinzenta
Da dúvida me atormenta
Não sei se ela morreu
A luva é um documento
De pelica e bem cinzento
Que lembra quem me esqueceu

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Não negue, ouça!

Desde que descobri um edema nas cordas vocais, em março deste ano, tenho feito aulas de terapia vocal semanalmente com acompanhamento de uma fonoaudióloga. É um  intenso trabalho de percepção de voz, que  não só me dá um bem-estar físico, como também me faz ser uma ouvinte melhor. Aqui, penduro no varal, uma música do Adelino Moreira, grande sucesso com Nelson Gonçalves e um presente do deuses esta gravação com Cesária Évora. Vale fechar os olhos e ouvir, porque nem sempre a voz nos pertence. Pertence a quem nos ouve.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Eu Apenas Queria Que Você Soubesse

         

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

                                                                                  (Gonzaguinha)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Qual o sentido da vida?

Eu o reconheci assim que o vi. Lia o jornal e parecia inquieto com as notícias. Não demorou muito e ele me disse: ‘me diga: qual o sentido da vida? Qual o sentido da vida?’.
Esperávamos por um amigo em comum. Na verdade, mais que um amigo em comum, alguém muito especial...  Continuava a ler o jornal e a conversar. Saí de perto por alguns minutos e fiquei pensando o que responder para o Alceu, sempre Valença...Aqui eu respondo:
É o constante desejo de mudar...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CONFLITO

                            "Ai, que conflito
                  Roubaram o cabrito

                  do seu Benedito" 
                                                                                                                          
                                                                                                                          Zeca Pagodinho

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cariocas


'Cariocas são bonitos
Cariocas são bacanas
Cariocas são sacanas
Cariocas são dourados
Cariocas não gostam de dias nublados'
Adriana Calcanhoto

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Você, Você

"Pra quem você tem olhos azuis
E com as manhãs remoça
E à noite, pra quem
Você é uma luz
Debaixo da porta?
No sonho de quem
Você vai e vem
Com os cabelos
Que você solta?
Que horas, me diga que horas, me diga
Que horas você volta?"

(Guinga e Chico Buarque")